sexta-feira, 17 de março de 2017

Quanto e quando nos sentimos realizadas?

Ser ou estar realizada é algo complexo para ser traduzido em algumas poucas linhas, todavia, a grosso modo, eu diria que se sentir realizado é olhar para o atual estágio de sua vida e sentir uma agradável sensação de estar no lugar e nas condições exatas que você gostaria.


O que não significa que alcançou ou viveu tudo que se planejou, significa estar com o coração grato por, naquele momento da vida, estar realizando algo que te preenche de tal forma que te faz sentir tão completa que você chega a dizer: Hoje sou uma realizada.

Em minha vida passei por vários momentos que me levaram a tal indagação. Nascida em lar evangélico, fui de tudo um pouco nas igrejas que passei (três para ser exata!). Acredito que contribui muito com a formação do caráter cristão de muitas crianças, jovens e adolescentes. Preguei em diversas igrejas e denominações e digo que – isso não por méritos próprios – que também edifiquei a vida de inúmeras pessoas.

Passei por uma incrível experiência missionária em Cabo Verde, um arquipélago localizado a cerca de 570 quilômetros da Costa Ocidental da África formado por 10 ilhas vulcânicas. Ali aprendi o dialeto, conheci pessoas maravilhosas falei da minha fé e saí de lá com a sensação de dever cumprido, ou seja, REALIZADA!

Aí você me pergunta: Onde ela quer chegar?!
Contando um pouco da minha trajetória quero exemplificar que hoje me sinto deveras realizada. No sentido mais amplo da palavra. Daqui em diante passo a contar o motivo.

Não sei exatamente quando começou, porém, desde minha adolescência me percebi apaixonada pelo universo da fotografia, desde então já participei de diversas oficinas workshops e cursos; recentemente – no ano passado para ser mais exata – conheci algumas pessoas envolvidas com filantropia e aos poucos me envolvi com a ações de três ONGs que realizam trabalhos em regiões carentes. Como não poderia ser diferente me tornei a fotógrafa voluntária dessas Organizações.

Já entrei em lugares que só conhecia de ver na TV. Lugares extremamente carentes, com total falta de estrutura ou saneamento básico, conheci pessoas que quase nada tinham e ainda assim tentava mover céus e terra para ajudar a quem tinha menos ainda.
Fotografei jovens, crianças e idosos. Conheci um pouco da estória dos voluntários, das pessoas que trabalham nas ONGs e conheci também a estória de algumas pessoas dos lugares onde fotografei.

Posso dizer que a gratidão que vejo nos olhos dos adultos e a enorme alegria escancarada nos rostinhos dos pequenos, me fazem sentir viva por estar naquele meio, por conseguir eternizar a emoção do momento com minhas lentes.

Posso dizer que hoje estou realizada. Realizada porque faço algo que sou avidamente apaixonada e por imortalizar emoções dos voluntários e das pessoas.Posso afirmar sem sombras de dúvidas que hoje minha fé é muito mais eficaz, trabalho ao lado de pessoas espíritas, católicas, enfim, pessoas humanas, acima de tudo, humanas pessoas. Isso me aproxima bem mais de Deus, me faz exercitar muito mais minha fé e contribui para eu ser uma pessoa bem melhor e realizada.

Agora quero compartilhar um pouco dos meus registros com vocês!        








                      

Noemia Oliveira é minha amiga, mulher do Lander, mãe de pets fofinhos, blogueira, fotógrafa, e dona de uma página incrível no Facebook.

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