A intenção aqui não é polemizar; é fazer-se entender; evocar
a compreensão; chegar a um comum acordo; enfim, seja lá qual for a definição, a
pretensão é chegar ao objetivo da solução de inúmeros problemas através da
comunicação.
Já dizia o maior conselheiro de todos os tempos que há tempo
de falar e tempo de calar (Ec. 3.7).
Há vários tipos de comunicação: verbal, escrita, através do
olhar, pela mímica, musical, etc. Também há muitas ferramentas para isso:
bilhetes, cartas, telegramas, telefonemas, redes sociais, etc.
Teoricamente, ”Comunicação é o ato de transmitir uma
mensagem, informação ou idéia, recebendo outra como resposta” (Fonte: Google). Pronto. Feito isto, não é
preciso que se explique mais nada. Esta definição é plena.
Porém talvez tenha ficado alguma dúvida. Então lá vai:
Comunicação não é só falar e o outro escutar. Isso porque nem sempre é assim
que acontece.
Uma comunicação só é eficaz quando aquele que está falando,
é ouvido. Certo? Errado!
Isso só se torna verdadeiro quando aquele que se comunica
atinge o seu objetivo, que é fazer não somente que o outro o ouça, mas que
também compreenda a mensagem que lhe foi entregue.
Muitas guerras teriam sido evitadas, muitos divórcios não
teriam se consumado, muitos adolescentes não estariam nas drogas, muita coisa
ruim poderia ter sido evitada, se simplesmente a comunicação tivesse sido
eficiente.
Dados baseados em pesquisas científicas com o cérebro humano
confirmam que as mulheres falam mais que os homens – falam, não significa que
se comuniquem mais que eles. E os homens? Odeiam isso! É aí que entra a
primeira falha na comunicação.
Pois o homem deveria sentir-se honrado quando sua mãe ou
parceira tenta orientá-lo, ainda que seja de A a Z. Além da mulher ter essa necessidade
biológica, ela também está exercendo uma função sentimental... sim, porque
falar muito é um sinal de que ela se importa com ele!
Tudo bem que às vezes a mulher exagera, reconheço. O homem
fica irritado, nervoso, ou faz um “bloqueio psicológico na entrada dos
ouvidos”, impedindo qualquer tipo de diálogo. E o objetivo da comunicação se
perde. É justamente neste ponto que está a segunda falha da comunicação: a
mulher repete suas falas, na esperança de deixar bem frisado ou memorizado na
mente do outro o que foi dito, e também na esperança de que o outro entendeu
seu recado. E ele? Não dá o menor sinal que isso aconteceu.
Certa vez um professor disse que as mulheres confundem os
homens por causa de suas muitas palavras.
Ela falha por falar demais. Ele falha por ouvir de menos.
Se tratando principalmente de relacionamento íntimo, é
preciso encontrar o equilíbrio da comunicação. Que tal se o homem a interromper
levantando a mão, ou dizer que já entendeu, ou repetir o que foi dito, ou
partir a realizar o que está sendo solicitado (se for este o caso), ou
interrompê-la com um beijinho na boca?
Uma boa tática também é pedir para repetir o que foi dito
quantas vezes for necessário, pedir para ilustrar, dar algum tipo de exemplo;
enfim, para se comunicar bem vale até pedir para que o outro tente falar tudo
novamente, mas com outras palavras. Chegar à exaustão no alvo da compreensão
também é válido para aprimoramento de uma boa comunicação, a fim de que haja um
benefício mútuo.
Na verdade, todos precisam mensurar o quanto vale nossos relacionamentos,
seja pessoal, profissional, etc., e para isso, só há um caminho, o da
comunicação.
Entendeu?
*Texto carinhosamente encaminhado por Adriana Condulo, mãe, esposa, profissional administrativa e por minha sorte, minha irmã.