quarta-feira, 24 de julho de 2013

Poema da Madrugada


Além de Mário Quintana, impeço a entrada de qualquer pessoa em minha solidão.

O lugar me pertence, decorei as paredes com memórias, forrei o teto com poesias.

Cerrei as janelas, acabei com o barulho exterior para poder me ouvir.

De olhos fechados enxergo melhor.

Bem lá dentro, eu sou!

Tal reconhecimento me assombra e me completa.

Não sou minhas memórias, não sou meu conhecimento, não sou minha moral. São apenas adornos.

Sou a pena na mão do Escritor, faço parte de uma linha na história do seu livro.

Não conheço o final, mas desconfio que sou uma história sem fim.




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